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Game over


24 May

A viagem acabou. Chegamos hoje de manhã em Guarulhos. Levamos umas duas horas entre botar o pé pra fora do avião e pegar um taxi pra ir pra casa. Depois disso, mais 50 minutos até encontrar meus gatos escondidos – um em cada armário – não levando muito a sério que a gente tinha voltado. O estranhamento deles durou uns 30s. Depois tudo foi festa. Tava morrendo de saudade deles :~

A viagem, no seu grande todo foi epic win. Tirando Paris que foi aquela coisa estranha, mas a gente até em Paris se divertiu. Sobrevivemos a uma decolagem que micou na ida, a um vulcão que nos perseguia e a uma greve da British Airlines que cancelou nosso vôo pra Londres original e nos fez descer em Gatwick, não sem antes nos fazer correr por três terminais em Schipol.

Acabou que nem fiz post sobre Londres. Tenho a dizer que é uma cidade fantástica e que lá tudo deu certo e foi lindo, desde a moça da imigração até entrar no avião pra voltar pra casa.

Demos sorte por pegarmos Londres ensolarada, conseguindo até sair de vestido e havaianas. O Fra conseguiu usar uma bermuda pela primeira vez em 3 semanas.

Tenho mais coisas à escrever de Londres, mas tenho três malas na sala pra esvaziar e uma pilha de roupa pra botar pra lavar.

Acabou o amor, jemt. Voltamos à programação normal.

Eu perguntava e o holandês e te abraçava e o holandês


18 May

Gente, na boa.

Me faltam palavras pra expressar o quanto eu amei vir pra Amsterdam. A cidade é fofa, não tem muvuca, as biritas e as comidas são bem mais em conta que em Paris, dá pra andar tranquilamente, ninguém vem te pedir esmola, essas coisas.

Pode ser deslumbre meu, mas eu senti uma váibe feliz por aqui. Talvez seja a maconha na idéia das pessoas, não sei. Mas gosto dessa aura de que “ok, faça o que quiser da sua vida, fmz” que existe por aqui. Achei todo mundo super simpático e atensioso.

Sei lá, eu tenho um xodó com Amsterdam desde muito tempo atrás. Começou lendo o diário da Anne Frank, depois com as tosqueiras que eu via no Eurotrash, que só aconteciam por aqui. E é isso aí, amei essa porra de cidade.

Hoje estamos indo para Londres, se o nosso grande inimigo de fim de fase, o vulcão Lupulimpliclapatopô assim nos permitir.

Pra variar, zero roteiro. E lá vamos nós.

Adiós Barcelona, Bonjour Paris


10 May

Chegamos hoje em Paris e finalmente voltamos a ter acesso à rede mundial de computadores.

Vou contar o que der pra vocês do que foram nossos dias na terra do alechatês, do castelhano disléxico descontraids.

Ficamos hospedados num apartamento perto da La Rambla. Assim BEM perto mesmo. O apartamento que a gente alugou era praticamente uma quitinete, mas era bem decorado e montado e super silencioso. O único (grande) problema é que ele não tinha internet. Eu JURAVA que tinha lido que tinha, mas na hora FAIL. Eu fui pra Barcelona contando em poder consultar o mapa do google maps que a @campolina tinha feito pra gente e na hora H tivemos que apelar pro bom e velho turismo selvagem.

No dia em que chegamos, acabamos não fazendo lá muita coisa, já que nas cercanias do nosso apartamento, fica a Plaza de Catalunya e o Paseig de Gracia, onde tem umas trocentas lojas, e uma EL Corte Inglés monstruosa. Como eu não tinha conseguido gastar um euro sequer com coisinhas bacanas, me joguei no mar do consumismo sem pensar na fatura que me espera em junho.

Nossas noites foram de bordejos sem rumo por La Rambla e as ruelas bizonhas do Barri Gotic. Achamos vários barzinhos bacanas. No primeiro dia fomos num bar chamado Margarita Blue, que tinha uns tapas mexicanos e uns drinks bem bons. A música era de gosto extremamente duvidoso (cheguei lá e tava tocando Relax, depois tocou Sade e depois tocou Volare versão gipsy kings) mas o garçom era um brasileiro de São João do Meriti que ficou feliz de ver conterrâneos e atendeu a gente super bem. O preço era bem honesto, recomendo.

Na segunda noite, fomos atrás da champanheria que a @campolina tão bem nos falou. Ela fica na barceloneta, é um pé-sujo champanheira. É pra beber em pé porque não tem cadeiras e cada taça custa miseráveis 0.85 centavos de euro. A grande merda é q o lugar fecha às 10 da noite e chegamos lá… às 9:40. De lá, fomos pra um pub chamado Fastnet, onde as garçonetes são umas fofas e deram uma dica bem boa de Paella no dia seguinte. Da Barceloneta, voltamos pra nossa querida Rambla, onde nos jogamos num bar chamado El 15, onde tomamos *ui* o melhor mojito evah, por módicos 5,50. De lá, a gente foi em outro boteco que eu não faço a mais vaga idéia do nome, mas o mojito também era super honesto.

Na nossa terceira e última noite, fomos atrás do mojito magia do El 15, mas a gente não lembrava direito como chegar lá. Como estávamos sem infernerds pra pesquisar e meio q somos dependentes dela, acabamos nos enfurnando nas ruelas do barri gotic sem saber muito exatamente qual rua que era e chegamos a conclusão que entramos num portal dimensional e a gente nunca mais vai encontrar o tal bar. Antes da busca fracassada, paramos numa bodega chamada 1800, que vendia taças de vinho a 2,50 dinheiros e tapas a 3,50. Achei super digno.

Ah, é pra falar do dia também né.

Visitamos a Sagrada Familia, a casa Batlló, o Parc Guell e… só. Também demos um rolé pela praia lá na Barceloneta e isso acabou fazendo com que a gente não conseguisse sair da praia, porque tava gostoso ficar ali parado vendo o movimento. E tinha um solzinho sem-vergonha e tals… Curti.

Hoje de manhã fomos com o cu na mão pro aeroporto de El Prat tomar nosso teco-teco pro aeroporto de ORLY (YA RLY?). Felizmente tava tudo lindo e o vôo correu às mil maravilhas. Chegando em ORLY (NO WAI!!!) pegamos um taxi pra vir pra Paris. Já q teríamos que gastar uns 12 dinheiros cada de busão, mais metrô, gastar 30 num taxi até a porta do apê me pareceu razoável. O tiozinho taxista era português e veio tagarelando com a gente até chegar aqui. Deu até dica de um restaurante português perto da torre eiffel e tuda!

Chegando aqui no apartamento, o Olivier estava nos esperando. Achei no mínimo interessante chegar na porta do prédio e ver que ao lado existem TRÊS SEX SHOPS. Mas tudo bem, o prédio é de família e o studio é muito fofo. Assim, é todo lindinho, a cozinha é mais bem equipada que a minha, tem infernerds e impressora. Muito bom alugar apartamento de nerd, viu.

Hoje a gente não fez nada em Paris, chegamos aqui meio tarde. Quando resolvemos ir pra rua, começou a chover razoavelmente. Eu tô com a garganta meio zoada e uma tosse de cachorro, preferi não fazer mais nenhum passeio pra me poupar pros dias que virão. Passamos no mercado e compramos víveres e finalmente fiz um roteiro razoavelmente razoável pros próximos dias.

Eu já deveria estar na cama, mas o Fra já tá lá todo trabalhado na moto serra. Acho q vou tomar mais uma taça de vinho pra dormir mimoso.

Bisous pra vocês e pra quem for da família.

Resumindo, voltaremos em Barcelona com mais tempo pra sermos mais turistas e tomarmos mais mojitos e comermos mais tapas.

Lupulimpimclapatopô, o vulcão levado da breca


09 May

E a porra do vulcão, minha jemt?
tenso, viu. O El Prat reabriu hoje, nosso voo pra Paris é amanha e eu to tensa.
Ainda estamos sem infernerds isso quebra a corrente pra acessar os lances bacanas que a campolina tinha marcado pra gente no Google maps.
Mas, o turismo selvagem comanda. Já connhcemis trocentos bares e infernitos do barri gotic.
Agora vamos ali comer uma paella indicada pela amiggy garçonete do pub. Beso me llama.

Um vulcão no meio do caminho


23 Apr

Voltando ao assunto mencionado no primeiro post deste blog, nós vamos viajar para a Europa daqui a exatamente 10 dias.

A viagem mais esperada evah. 5 cidades, 4 países. 3 línguas pra fazer confusão. 4 caminhos de avião, 2 de trem.

Aí gente, tem a porra do vulcão.

Aquele vulcão que eu vou carinhosamente chamar de lupulimplimclapatopô.

Semana passada, depois de uma soneca dotosa de mais de 200 anos, ele resolveu expelir gases e SACANEAR A VIDA DE GERAL QUE TÁ NA EUROPA OU TEM INTERESSE EM ENTRAR OU SAIR DE LÁ.

Tipo, quando esse trem começou, caguei né. Porque minha mãe veio me deixar recadinho no msn (ela não sabe mandar email) dizendo que o vulcão tava em erupção e que era perigoso viajar e blablabla. Ah sim, eu sou filha única, o lugar mais longe que eu fui se chama Argentina e minha mãe tem muito medo que eu morra (tema para outro post)

Beleza né, minha mãe desesperada com algo, aí mesmo que eu nem tchuns. Só que aí a parada começou a ficar sinistra, todos os aeroportos fecharam e eu senti uma certa tensão no meu ser.

Aí que bonito né, a pábre que nunca foi na Europa, quando resolve viajar, acaba tendo que passar uns dias acampada no aeroporto. E outras coisas infelizes vieram à minha mente porque eu sou uma pessoa ansiosa, desesperada e descontrolada emocionalmente, como vocês podem comprovar neste mimoso parágrafo.

Aparentemente, o lupulimplimclapatopô tomou dimeticona e agora passa bem. Os aeroportos reabriram e minha tensão diminuiu um pouquinho.

Agora é continuar em oração pro lupulimplimclapatopô continuar na moral ou que os islandeses joguem a Björk e o Sigur Ros lá dentro pra ver se a ilha fica contente com o sacrifício.

Você gosta de Sigur Ros? Então leva pra sua casa.