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Game over


24 May

A viagem acabou. Chegamos hoje de manhã em Guarulhos. Levamos umas duas horas entre botar o pé pra fora do avião e pegar um taxi pra ir pra casa. Depois disso, mais 50 minutos até encontrar meus gatos escondidos – um em cada armário – não levando muito a sério que a gente tinha voltado. O estranhamento deles durou uns 30s. Depois tudo foi festa. Tava morrendo de saudade deles :~

A viagem, no seu grande todo foi epic win. Tirando Paris que foi aquela coisa estranha, mas a gente até em Paris se divertiu. Sobrevivemos a uma decolagem que micou na ida, a um vulcão que nos perseguia e a uma greve da British Airlines que cancelou nosso vôo pra Londres original e nos fez descer em Gatwick, não sem antes nos fazer correr por três terminais em Schipol.

Acabou que nem fiz post sobre Londres. Tenho a dizer que é uma cidade fantástica e que lá tudo deu certo e foi lindo, desde a moça da imigração até entrar no avião pra voltar pra casa.

Demos sorte por pegarmos Londres ensolarada, conseguindo até sair de vestido e havaianas. O Fra conseguiu usar uma bermuda pela primeira vez em 3 semanas.

Tenho mais coisas à escrever de Londres, mas tenho três malas na sala pra esvaziar e uma pilha de roupa pra botar pra lavar.

Acabou o amor, jemt. Voltamos à programação normal.

Fué.


16 May

Então que eu saí de Paris meio de bode com a cidade. Tava conversando com o Fra hoje sobre o que exatamente pegou. Eu acho que a impressão ruim se seu a diversos fatores. A listar:

1. Tempo ruim – Chegamos lá debaixo de chuva e frio. Nosso segundo dia foi uma epopéia, não sabíamos q o Louvre fechava na terça, demos com a porta na cara, os outros dias foram absurdamente frios. A cidade tava cinza demais, desânimo pra tirar fotos.

2. Malandragem – Assim como em Salvador e no Rio de Janeiro, Paris é lotado de malandros. Tem a porra do golpe do anel, tem as ciganas filhas da puta que brotam na tua frente pedindo dinheiro (eu acho q elas deveriam lavar um tanque de roupa) e eu queria matar TODAS.

3. Fila da Disney – Paris é a Disney Histórica. O mundo inteiro vai pra lá andar nos brinquedos. A gente pegou filas homéricas, e a que traumatizou mais foi a da Tour Eiffel. No total foram 4 horas entre comprar o ingresso pra subir, fila pra subir pro topo, fila pra descer pro meio de novo e mais fila pra descer pro térreo. Isso tudo somado a um frio de rachar.

4. Muita gente – Vocês sabem que eu odeio gente. Eu odeio aglomerações, filas e tumultos. Paris tem isso demais. Parece até São Paulo. Metrô muito cheio, grupos de excursão com hordas de velhinhos, crianças chorando, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah odeio.

Talvez da próxima a gente inclua Paris pra tentar se desfazer da má impressão. Óbvio que tiveram coisas boas, mas sei lá, no geral não achei a cidade essa coca-cola toda.

Putain de merde


11 May

Gente, não pára de chover em Paris. Tipo, desde ontem tá chovendo e a previsão é de chuva até sábado, quando a gente vai embora pra Amsterdã.

Não tem nada mais merda do que andar na chuva. O frio aumenta e o guarda-chuva não ajuda muito. Hoje a gente jogou na raça e fomos pro Musée d’Orsay. Chegamos lá tinha uma fila do caralho e ficamos lá amargando uns 40 minutos debaixo de frio e vento.

Depois, resolvemos atravessar o Sena pra ir pro Louvre. Na ponte, veio um zé mané querendo pegar a gente no golpe do anel. O cara vem pra vc do nada fingindo q deixou cair um anel no chão, pergunta se é seu, vc diz que não é, ele acaba dizendo que é dele, conta uma história triste pra fazer vc dar grana pra ele. Tipo É UM GOLPE TIRADO DE ESQUETE DOS TRAPALHÕES. Fico chocada mesmo com a quantidade de turista otário que cai.

Gente, eu sou carioca. Na terra q eles estudam malandragem, eu já sou PhD. Mas na boa, não precisa ter muito QI pra ver q a parada é um golpe.

E oi, se estávamos de luvas, como é que o cara vem perguntar se a gente deixou cair o anel? Sério, achei muito retardado esse golpe.

Foda que a gente passou por isso hoje duas vezes. A segunda uma mulher nos abordou, atravessando a Champs Elisées, perto do Arco do Triunfo.

Ah, o Louvre tava fechado hoje e… FAIL.

Enfim, a vida segue, a chuva idem e eu tô puta com as chuvas que tão deixando minhas fotos uma bosta.

Com essa chuva seguindo desse jeito, vou ter o desgosto de um gringo subindo o Corcovado e só vendo nevoeiro num dia de chuva, quando for a Tour Eiffel.

Bom, vou ali no quintal fazer um solzinho na terra pra ver se o tempo melhora. Bisous en les enfants.

Adiós Barcelona, Bonjour Paris


10 May

Chegamos hoje em Paris e finalmente voltamos a ter acesso à rede mundial de computadores.

Vou contar o que der pra vocês do que foram nossos dias na terra do alechatês, do castelhano disléxico descontraids.

Ficamos hospedados num apartamento perto da La Rambla. Assim BEM perto mesmo. O apartamento que a gente alugou era praticamente uma quitinete, mas era bem decorado e montado e super silencioso. O único (grande) problema é que ele não tinha internet. Eu JURAVA que tinha lido que tinha, mas na hora FAIL. Eu fui pra Barcelona contando em poder consultar o mapa do google maps que a @campolina tinha feito pra gente e na hora H tivemos que apelar pro bom e velho turismo selvagem.

No dia em que chegamos, acabamos não fazendo lá muita coisa, já que nas cercanias do nosso apartamento, fica a Plaza de Catalunya e o Paseig de Gracia, onde tem umas trocentas lojas, e uma EL Corte Inglés monstruosa. Como eu não tinha conseguido gastar um euro sequer com coisinhas bacanas, me joguei no mar do consumismo sem pensar na fatura que me espera em junho.

Nossas noites foram de bordejos sem rumo por La Rambla e as ruelas bizonhas do Barri Gotic. Achamos vários barzinhos bacanas. No primeiro dia fomos num bar chamado Margarita Blue, que tinha uns tapas mexicanos e uns drinks bem bons. A música era de gosto extremamente duvidoso (cheguei lá e tava tocando Relax, depois tocou Sade e depois tocou Volare versão gipsy kings) mas o garçom era um brasileiro de São João do Meriti que ficou feliz de ver conterrâneos e atendeu a gente super bem. O preço era bem honesto, recomendo.

Na segunda noite, fomos atrás da champanheria que a @campolina tão bem nos falou. Ela fica na barceloneta, é um pé-sujo champanheira. É pra beber em pé porque não tem cadeiras e cada taça custa miseráveis 0.85 centavos de euro. A grande merda é q o lugar fecha às 10 da noite e chegamos lá… às 9:40. De lá, fomos pra um pub chamado Fastnet, onde as garçonetes são umas fofas e deram uma dica bem boa de Paella no dia seguinte. Da Barceloneta, voltamos pra nossa querida Rambla, onde nos jogamos num bar chamado El 15, onde tomamos *ui* o melhor mojito evah, por módicos 5,50. De lá, a gente foi em outro boteco que eu não faço a mais vaga idéia do nome, mas o mojito também era super honesto.

Na nossa terceira e última noite, fomos atrás do mojito magia do El 15, mas a gente não lembrava direito como chegar lá. Como estávamos sem infernerds pra pesquisar e meio q somos dependentes dela, acabamos nos enfurnando nas ruelas do barri gotic sem saber muito exatamente qual rua que era e chegamos a conclusão que entramos num portal dimensional e a gente nunca mais vai encontrar o tal bar. Antes da busca fracassada, paramos numa bodega chamada 1800, que vendia taças de vinho a 2,50 dinheiros e tapas a 3,50. Achei super digno.

Ah, é pra falar do dia também né.

Visitamos a Sagrada Familia, a casa Batlló, o Parc Guell e… só. Também demos um rolé pela praia lá na Barceloneta e isso acabou fazendo com que a gente não conseguisse sair da praia, porque tava gostoso ficar ali parado vendo o movimento. E tinha um solzinho sem-vergonha e tals… Curti.

Hoje de manhã fomos com o cu na mão pro aeroporto de El Prat tomar nosso teco-teco pro aeroporto de ORLY (YA RLY?). Felizmente tava tudo lindo e o vôo correu às mil maravilhas. Chegando em ORLY (NO WAI!!!) pegamos um taxi pra vir pra Paris. Já q teríamos que gastar uns 12 dinheiros cada de busão, mais metrô, gastar 30 num taxi até a porta do apê me pareceu razoável. O tiozinho taxista era português e veio tagarelando com a gente até chegar aqui. Deu até dica de um restaurante português perto da torre eiffel e tuda!

Chegando aqui no apartamento, o Olivier estava nos esperando. Achei no mínimo interessante chegar na porta do prédio e ver que ao lado existem TRÊS SEX SHOPS. Mas tudo bem, o prédio é de família e o studio é muito fofo. Assim, é todo lindinho, a cozinha é mais bem equipada que a minha, tem infernerds e impressora. Muito bom alugar apartamento de nerd, viu.

Hoje a gente não fez nada em Paris, chegamos aqui meio tarde. Quando resolvemos ir pra rua, começou a chover razoavelmente. Eu tô com a garganta meio zoada e uma tosse de cachorro, preferi não fazer mais nenhum passeio pra me poupar pros dias que virão. Passamos no mercado e compramos víveres e finalmente fiz um roteiro razoavelmente razoável pros próximos dias.

Eu já deveria estar na cama, mas o Fra já tá lá todo trabalhado na moto serra. Acho q vou tomar mais uma taça de vinho pra dormir mimoso.

Bisous pra vocês e pra quem for da família.

Resumindo, voltaremos em Barcelona com mais tempo pra sermos mais turistas e tomarmos mais mojitos e comermos mais tapas.